• O QUE É PÂNICO

São crises súbitas de intensa ansiedade e com algumas alterações fisiológicas como taquicardia, dificuldade de respirar, formigamentos, tonturas, medo de perder o controle, tremor, sensação de desmaio e um mal estar que dura alguns minutos.  Estas alterações assustam tanto a pessoa em crise, que ela passa a ter o medo dessas sensações, medo de apresentar outra crise. A pessoa acaba então por evitar situações onde ocorreram as crises anteriores julgando serem elas as causas. Algumas pessoas não saem de casa sozinha, não andam de elevador, não falam em público, não dirigem, por temerem estas crises.

Caracteriza-se por crises súbitas de intenso temor e mal estar (pânico) que dura alguns minutos, sem fatores desencadeantes aparentes. Existem algumas pessoas que desenvolvem a crise de pânico diante de determinadas situações pré-conhecidas, como, por exemplo, dirigindo automóveis, diante de grande multidão, dentro de elevador, etc.

Estas crises são acompanhadas de intensa ansiedade e de alguns sintomas específicos com alterações fisiológicas como a Taquicardia, perda do foco visual, falta de ar, dificuldade de respirar, formigamentos, vertigem, tontura, dor ou desconforto no peito, medo de perder o controle, sensação de irrealidade, despersonalização, medo de enlouquecer, sudorese, tremores, náuseas, desconforto abdominal, calafrios, ondas de calor, medo de desmaiar, sensação de iminência da morte, boca seca.

Estas alterações assustam tanto a pessoa em crise, que ela passa a ter o medo dessas sensações. Normalmente, depois do primeiro ataque, as pessoas com pânico experimentam importante ansiedade e medo de vir a apresentar uma outra crise. 

A ansiedade é tanta que os pacientes ficam ansiosos diante da possibilidade de virem a ficar ansiosos aumentando ainda mais a sua ansiedade, que por sua vez aumenta ainda mais as sensações de desconforto. A pessoa acaba então por evitar situações onde ocorreram as crises anteriores julgando serem elas as causas. Algumas pessoas não saem de casa sozinha, não andam de elevador, não falam em público, não dirigem, etc. por temer estas crises. De qualquer maneira, a mobilidade social e profissional destas pessoas fica prejudicada.

Um medo muito comum é o de "voltar a sentir medo". O transtorno de pânico é considerado basicamente uma fobia aos estímulos corporais internos. Muitas vezes o simples pensamento de entrar num avião ou passar ao lado de um abismo já desencadeiam a crise. Os sintomas são sentidos de tal intensidade que por muito tempo elas ficam achando que sofrem do coração ou, quando se tenta afastar essa possibilidade mediante uma série de exames cardiológicos negativos, pensam ser eminente um derrame cerebral.

As crises de Pânico geralmente são acompanhados dos temores: de que o organismo entre em colapso, de desmaiar, de enlouquecer ou de morrer.  

  • O QUE LEVA UMA PESSOA A DESENVOLVER O PÂNICO

Algumas pessoas são mais suscetíveis ao problema do que outras. Reação a um Stress ou a uma situação difícil cuja solução é igualmente difícil, seja de natureza profissional, afetiva, financeira, de saúde, etc. podem contribuir para desencadear o pânico.

O aumento da ansiedade na vida moderna possivelmente contribui para o desenvolvimento do pânico. Essa ansiedade vai se tornando tão crônica que acaba por desencadear estados de stress continuados. Morte de ente querido, nascimento de filho, despedida ou promoção no emprego, casamento ou separação, todos são potencialmente estressores.

Os portadores de Pânico costumam ter tendência à preocupação excessiva com problemas do cotidiano, têm um bom nível de criatividade, excessiva necessidade de estar no controle da situação, têm expectativas altas, pensamento rígido, são competentes e confiáveis. São pessoas extremamente produtivas, costumam assumir grandes responsabilidades e afazeres, são controladoras, são perfeccionistas, muito exigentes consigo mesmas e não costumam aceitar bem os erros ou imprevistos.

Portadores de pânico costumam reprimir alguns ou todos sentimentos negativos, sendo os mais comuns o orgulho, a irritação e, principalmente, seus conflitos íntimos, que acabam por predispor a situações de stress acentuado e isso pode levar ao aparecimento do pânico.

O transtorno do pânico pode ser desencadeado também por alterações no organismo, provocadas por medicamentos, doenças físicas, por abuso de álcool e drogas.

  • TRATAMENTO

O Transtorno do Pânico é curável, utilizando-se estratégias Cognitivo-Comportamental com técnicas específicas que levam a pessoa aprender a gerenciar suas crises, a modificar a relação com as sensações do corpo, e visam trabalhar as ansiedades decorrentes das situações da vida.Restabelecer e desenvolver a capacidade de criar e sustentar vínculos com pessoas significativas, o que protege da ansiedade. Fazer Yoga, exercícios físicos e caminhadas ao ar livre ajudam em muito no tratamento do pânico.