Adoção e Novos Relacionamentos

Por: Luzia Winandy

Uma criança ao nascer, já vem com um vínculo formado, mesmo que frágil, com a sua mãe biológica. Durante a gestação, ela se acostuma com o ritmo “corporal” de sua mãe, que chamaremos de vínculo corporal e é a partir deste vínculo que se inicia o processo de vinculação maior, que vai cada vez mais se fortalecendo com o relacionamento entre a mãe e a criança. Assim pensando, uma criança adotada teve esse processo de se vincular interrompido. Ela vai precisar se adaptar a outro ritmo que não é igual de sua mãe biológica. Necessitará de um tempo para construir e se adaptar a esse novo ritmo corporal, e essa adaptação nem sempre é tão fácil. Por isso a criança pode parecer chorosa, instável, agressiva nesse novo lar. Esses comportamentos são esperados, ela está se adaptando a esse novo ritmo. No entanto eles muitas vezes assustam esses pais adotivos. É importante esses pais terem paciência e esperarem o tempo para a criança se adaptar, que nem sempre é rápido. Mas que poderá ser formado gradualmente com uma presença segura , estável , firme e carinhosa. Desta maneira a criança irá se acostumar com esses novos pais e vai reestabelecer esse vínculo.

Referências bibliográficas: Dolto, F. (1998). Os Caminhos da Educação. São Paulo Lebovici e Soulé(1980). O Conhecimento da criança pela Psicanálise. R.Janeiro: Zahar Spitz, R.A. (1979) O Primeiro Ano de Vida. S.Paulo: Martins Fontes

Luzia Winandy

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