A Força da Intuição (Entrevista)

Entrevista para o site www.abiliodiniz.com.br

1 – Ainda há muita dificuldade em entendermos o papel da intuição nos acontecimentos do dia-a-dia. Como você definiria esse sentimento? Um fenômeno tão essencial em nossa vida e muitas vezes fica tão relegado a segundo plano, sem ser percebido. Na clinica, o que se percebe a intuição é como uma força psíquica, inconsciente, ligada às emoções e que se torna mais perceptível para pessoas que com um grau de autoconhecimento consegue distinguir o racional do emocional.

Hoje, com tantas informações que obtemos numa velocidade tão rápida, desejamos explicar tudo muito à base da razão, não dando confiança e nem atenção para o que diz o “coração”. Vejo isto muito em algumas mães, principalmente de “primeira viagem” que ficam numa verdadeira angústia para cuidar de seu bebê, buscando informações cada vez mais precisas sobre cuidados do filho, desacreditando que dentro de si, tem toda resposta; ela se esquece que foi bebê um dia e está tudo guardado em seu inconsciente. Sabemos o que um bebê sente, o que ele quer, porque ele chora, qual o melhor cuidado para determinado choro. Basta sentir o bebê, no aconchego do colo materno, que a mãe consegue captar, por sua própria emoção, o que o bebe está mesmo querendo com seu choro. Com isto, quero dizer que a intuição é um resgate de emoção de experiências vividas, seja a nível afetivo, familiar, social e cultural. Guardamos tudo isto em algum lugar, no inconsciente ou pré-consciente. Quando precisamos tomar alguma decisão, num curto espaço de tempo, o nosso inconsciente trabalha, sem que a gente perceba buscando, dentro de nós, sensações emocionais de experiências semelhantes aquilo que já vivemos e eis que num piscar de olhos, temos uma resposta que a gente muitas vezes se surpreende, perguntando-nos, “de onde busquei esta resposta ou este saber”? Está dentro de nós; temos uma mente tão poderosa e tão rica de sabedoria, imperceptível a “olho nu”, mas que basta ter um estímulo que nossa mente inconsciente, vai lá e resgata um dado emocional que vivemos lá atrás, seja ao longo da história mais remota ou mesmo mais recente.

2 – Como devemos agir quando temos uma intuição?

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