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Fobia Específica

Por: Luzia Winandy

A fobia específica é definida como um medo persistente que é desencadeado pela presença ou antecipação de um objeto ou situação específicos. A pessoa portadora de fobia especifica, sabe que seus receios não têm fundamentação lógica convincente, dificultando a busca de atendimento especializado para suas dificuldades.

Este objeto sempre que apresentado desencadeia uma reação de ansiedade ou mal estar na pessoa, podendo chegar a uma crise semelhante a crise de pânico. Os adultos e adolescentes reconhecem que esse medo é exagerado, mas as crianças não necessariamente.

As principais fobias especificas podem ser classificadas como:

As fobias de tipo animal podem abranger medo de qualquer animal, embora os mais temidos sejam cobras, aranhas, insetos, gatos, lagartixas, ratos e pássaros. De acordo com a literatura, as fobias de animais tem seu inicio geralmente na infância e a idade de surgimento costuma ser mais precoce que em outros tipos de fobia Nas mulheres as fobias aos animais encontram-se entre os tipos mais freqüentes de fobia especifica.

As fobias ao ambiente natural compreendem medo de tempestades, água e altura. Sendo o medo de altura a fobia especifica mais freqüente entre os homens.

As fobias do tipo situacional que compreendem fobias a locais fechados, de dirigir, elevadores e aviões, denominadas de claustrofobia e de lugares abertos como passarelas, pontes, avenidas largas ou rodovias; pode se manifestar pelo medo de multidões como nos shopping centers, restaurantes, filas, cinemas, teatros, elevadores. Estes são denominados de agorafobia. Na agorafobia o medo é da dificuldade de sair de onde esteja caso passe mal.

Outras fobias comuns são de sangue, de águas rasas ou profundas, trovões e tempestades, alturas, elevadores, aviões. A lista de objetos fóbicos, contudo, não é restrita: qualquer objeto desde que suscite uma resposta fóbica típica pode enquadrar os critérios de fobia específica

Estudos apontam que as fobias especificas encontram-se entre os transtornos que tem melhor resultado no tratamento. O tratamento deve ser individualizado, dependendo das características e da gravidade dos sintomas que o paciente apresenta. Utiliza-se no tratamento a psicoterapia cognitivo-comportamental.

Há situações nas quais o objeto fóbico é o mesmo da agorafobia. A diferença entre essas duas formas de fobia baseia-se no que a pessoa pensa. Na fobia há uma forte reação contrária ao objeto, sendo o objeto afastado, a ansiedade some. Na agorafobia o medo é da dificuldade de sair de onde esteja caso passe mal, o que não acontece na fobia específica. Essa diferenciação é importante porque a fobia específica é um problema isolado, já a agorafobia dificilmente vem sozinha, geralmente antecede, vem junto ou depois de um quadro depressivo ou de pânico.

Luzia Winandy

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