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A dor da depressão na adolescência

  • Foto do escritor: ALAIN WINANDY
    ALAIN WINANDY
  • há 3 dias
  • 1 min de leitura

Vivemos um tempo curioso: os jovens nunca estiveram tão conectados… e, ao mesmo tempo, nunca se sentiram tão sozinhos.

É comum encontrar um adolescente que está ali, no mesmo espaço físico, mas parece distante, como se não estivesse realmente presente.

Cada vez mais, vemos jovens sendo engolidos por uma dor silenciosa, que muitas vezes passa despercebida: a dor da depressão.

Um dos fatores que agrava esse cenário é algo que estudiosos chamam de “ansiedade de desconexão”. Estamos hiperconectados virtualmente, mas emocionalmente cada vez mais isolados. As conversas migraram para as telas e, mesmo passando horas “online”, muitos adolescentes se sentem sozinhos, invisíveis, sem um vínculo verdadeiro com quem está ao redor.

Freud dizia que “a melancolia é o luto por uma perda que não se pode nomear”. E é exatamente isso: muitos adolescentes não sabem o que perderam… Talvez a presença dos pais, a esperança no futuro, a confiança no amor ou até a sensação de pertencimento.

Vivemos numa época em que tudo é imagem, performance, expectativa. Mas, por dentro, muitos se sentem em constante fracasso. O superego, que antes era a voz dos pais ou da escola, hoje é multiplicado: é a rede social, o padrão de beleza, a cobrança por sucesso. Uma voz que acusa, que pune, que sussurra: “você nunca será bom o suficiente”.

E o resultado é uma angústia sem nome. Uma dor que se volta contra si mesmo, a dor da depressão.


Luzia Winandy

 
 
 

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