Autoestima. Você se valoriza?


A forma como nos percebemos e valorizamos determina a forma como nos comportamos, como lidamos e como nos conduzimos na nossa vida, nos setores pessoal, profissional e relacionamentos. Estamos falando de autoestima.

Podemos definir autoestima como sendo o resultado da avaliação que a pessoa faz de si própria, incluindo suas experiências de vida, sentimentos, pensamentos e julgamentos pessoais. Se neste balanço faz um julgamento positivo de si mesma, com segurança e confiança, podemos dizer que ela tem uma elevada autoestima.

Isto contribuirá para que ela transcenda esta visão de confiança e segurança para o mundo, refletindo nele aquilo que ela acredita ser, verá o mundo e as pessoas ao seu redor também mais confiantes, refletindo em relacionamentos interpessoais mais fortes, seguros, onde conflitos são solucionados com menos ansiedade e menos medos.

Pessoas com autoestima elevada arriscam mais, não tem medo de errar nem do julgamento alheio. Isto leva a um viver com muito mais liberdade. Por isto são sempre pessoas de muito sucesso, profissional e de relacionamentos interpessoais. Elas acreditam mais em seu potencial, em suas capacidades e respeitam suas limitações.

Mas, uma perda significativa em seu universo pode conduzir a um desequilíbrio interno, afetando assim o julgamento que ela tem de si. Como em uma perda amorosa: entrar num processo de melancolia e ficar culpada pela perda. Ou, na perda de um trabalho, a pessoa deixa de avaliar a situação como um todo e se restringe apenas a se autoacusar de incompetente; ou muita pressão por resultados, excesso de competitividade no trabalho, podem levar a uma autorrecriminação e autodesvalorização, podendo resultar em ruptura na sua autoestima.

Mas, se possuir autoestima elevada, diante de um conflito ou perdas significativos, ela se abala, forma um luto, sofre e retoma a vida aos poucos, sem se acusar ou ao mundo de estar contra ela. Consegue se reerguer e encontrar seu ponto de equilíbrio novamente. As de baixa autoestima, diante de tais situações, nem sempre se restabelecem, não encontram o ponto de equilíbrio tão vital para nosso bem estar emocional, podendo entrar em depressão ou se abater por transtornos emocionais mais importantes.

A formação da autoestima tem sua base na infância. Quando nascemos, nos sentimos os próprios “reizinhos”, com todos os cuidados maternos que recebemos. Essa formação se inicia a partir principalmente do olhar da mãe. Uma mãe que olha para seu bebê, refletindo-lhe o quanto ele é importante; o bebê vai reconhecer este olhar, absorver esta informação e vai saber que é amado, é querido, é lindo… que é importante.

Estes dados simbólicos serão registrados em sua mente inconsciente e transformados positivamente a cada nova conquista e a cada frustração no desenrolar de seu desenvolvimento. Desta forma ele vai se tornando uma pessoa segura, compreendendo que, mesmo nas frustrações, o olhar da mãe ainda continua a amá-lo. À medida que ele vai crescendo, ao receber de seus pais e pessoas próximas elogios genuínos e reais sobre seus feitos, festejando suas vitórias e podendo ser escutados em seus medos e anseios, ele vai inscrevendo em sua mente seu verdadeiro valor. Isto lhe dá uma segurança de ser amado. É esta segurança fundamental para a autoestima.

É muito importante a pessoa procurar descobrir coisas que gosta de fazer: esportes, lazer, trabalho, amor e, se empenhar em tais atividades. Não ficar se julgando apenas pelos resultados negativos e frustrantes que sempre ocorrerão, mas considerar principalmente o que está indo bem. Lembrar sempre que toda atividade terá duas facetas (frustrantes e gratificantes). Se dirigir o olhar apenas para os resultados frustrantes, as chances de a pessoa se autoavaliar negativamente é muito grande.

Luzia Winandy. Direitos Reservados.

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