Fobia: Não deixe este medo te dominar!


Em um mundo cada vez mais violento, mais perigoso, além das expressivas mudanças da vida moderna, as pessoas são levadas a uma maior exposição a situações de medo e conflitos, podendo desestabilizar assim,sua vida emocional.

Quando este medo chega a atrapalhar a rotina de uma pessoa, e ela apresenta uma reação inadequada extrema, ou de longa duração a um determinado acontecimento, provavelmente pode estar sofrendo de uma fobia.

A fobia é um medo exagerado que é desencadeado pela presença ou antecipação de uma situação temida, ou por um objeto, e é acompanhado de grande ansiedade.

As Fobias comuns incluem falar em público, de lugares fechados, abertos, de alturas, de dirigir, insetos diversos etc. podemos desenvolver fobias por qualquer coisa.

A maioria delas se iniciam na infância, mas podem também desenvolverem em adultos, como uma reação a um estresse ou a uma situação difícil cuja solução é igualmente difícil ou ainda por conseqüência de uma situação traumática que não foi resolvida; seria o caso de por exemplo, uma pessoa violentada, assaltada ou de alguma forma humilhada está sujeita a desenvolver um tipo de fobia, e ficar sempre desconfiando de tudo e de todos, com sentimentos de estar sendo ameaçada e perseguida pelas pessoas, acabando por ficarem muitas vezes reclusas nos limites de suas casas.

Ou ainda, pessoas que experimentam eventos catastróficos, como terremotos e desabamentos e, que envolvem um medo de morte ou medo da perda da integridade física,cuja resposta a esse trauma foi com medo intenso, com sensação de desamparo ou impotência, estão muito sujeitas a desenvolverem fobias, como a claustrofobia.

Claustrofobia é um medo de ficar em lugares fechados, apertados, como elevador, metrô, trem e aviões. É dominado por uma sensação de que vai ficar preso ali e morrer sem ar, sem ser socorrido e ajudado.

Para algumas vitimas, decorrido um tempo após esse evento traumático, qualquer vivência que passa a ter em um ambiente fechado, sem nenhum perigo real aparente, apresentam um medo desproporcional à situação, que foge de seu controle voluntário. Esta vivência atual, sem nenhum perigo, vai remetê-la ao medo original, de morte, experimentado no trauma. O evento é persistentemente revivido com recordações aflitivas, e a pessoa passa a agir ou sentir como se o perigo estivesse ocorrendo novamente.

Sem dúvida a reação da pessoa vai depender da interpretação que ela vai dar ao evento vivenciado como traumático e, esta interpretação, é determinada de acordo com a sua sensibilidade psicológica, pela condição biológica (genética e congênita) e pela sua história de vida na relação com o meio ambiente.

Se as fobias não interferirem no modo de vida de uma pessoa, não acarretando prejuízos para sua vida pessoal, profissional e social, ela acaba sendo bem tolerada. Ou seja, vai depender do grau de sofrimento que a pessoa fica acometida, da intensidade da fobia e da freqüência em que ocorre. Por exemplo, se for medo de elevador e a pessoa simplesmente evitar andar de elevadores, sem nenhum prejuízo na sua vida, ela pode conviver facilmente com esse impedimento.

No entanto, se o medo for de uma intensidade tal que o medo do elevador for progredindo para outras situações, pode chegar o momento que esta pessoa permanece “refém” de seu medo e não mais sai de casa. Esta pessoa tem grandes chances de desenvolver distúrbios psiquiátricos cada vez mais importantes.

A boa notícia é que fobias são tratáveis por terapia, não são algo definitivo.

A experiência clinica nos mostra que compreender a sua fobia é fundamental para conseguir superá-la.

Luzia Winandy. Direitos reservados.

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